As ideias circulam a mil à hora, tropeçam umas nas outras, perdem-se pelas ruas que, no inverso, têm a estática do silêncio.
As pessoas passam por mim, mesmo que eu não passe pelas pessoas; os pés são lentos demais para o tempo, que nem sequer tem a preocupação de pensar no tempo.
Sorrisos abrem-se, caminhos aproximam-se [e afastam-se], soltam-se em palavras de engate e procuram-me encontros, que não se dão ao encontro.
Só há espaço de abrir os olhos e gostar de os manter assim – na direcção do que de novo me tem entusiasmado (já com alguma euforia).
Só há espaço de abrir os olhos e gostar de os manter assim – na direcção do que de novo me tem entusiasmado (já com alguma euforia).
Eu gosto.... A sério que gosto, faz-me rir e pensar. Sabe bem!
Basta. Isso basta. Por enquanto, não me peçam mais nada.
Basta. Isso basta. Por enquanto, não me peçam mais nada.
Eu devo contas ao tempo, mesmo que ele não me deva contas a mim – calma, porque em qualquer madrugada, "o dia ainda nem sequer está maduro".
Agora, há novas formas de dizer olá [novas figuras a quem dizer olá], outras maneiras de dizer adeus [outras pessoas de quem sentir saudades], e a esse ritmo passam-se as noites de encontros novos que não sabem a nada e sabem a tanto, sem eu dar por isso.
O espaço para quem ganha espaço só se percebe depois.
O mundo parece notar mais nos passos que vou dando, devagarinho; e também eu, devagarinho, vou reparando mais nos passos apressados do mundo.
Contudo, no fim da noite, tudo por dentro ou em de-redor, tudo o que não pode mudar – não muda.
Ao olhar para o lado – qualquer lado - no bairro ou no autocarro, a entrar ou a sair de casa, continuo eu, ainda eu, "apenas" eu, sempre.
Ao olhar para o lado – qualquer lado - no bairro ou no autocarro, a entrar ou a sair de casa, continuo eu, ainda eu, "apenas" eu, sempre.
É importante não esquecer isso.
Agora vou dormir.
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[e porfavor, que matem o Dantas]

