Gota a gota vais derramando a vontade de ir onde ninguém foi, de espreitar em cada canto de ti, buscando um ponto de encontro maior que o mundo. Como se de um breve encontro de notas musicais na cidade, se expandisse a maior verdade acerca de quem és. Como se houvesse uma consolidação em cada déja vu dos teus sonhos nas mãos das pessoas que divagam pelas ruas de Lisboa, ou pelas ruas de terras ao sul do vento.
E se numa vontade imensurável coubessem alegrias, gota a gota, mar a mar, serias tu quem gritaria na muralha do castelo – estou viva!
Saturday, October 17, 2009
Saturday, October 3, 2009
Já tinha saudades da música sem paredes. De retomar ao seu encontro de pés descalços, sem rodeios na entrega do corpo a um qualquer estranho estado de “alma”. Da musica que irrompe fragilidades, do ritmo que desafia, até mesmo o cardíaco, a novos tons, novas vibrações.
Da ponta do dedo mindinho vai o desaustinado sossego invadindo o corpo inteiro, trazendo-nos novos mundos, sobre olhares e melodias desconhecidas. E num ápice, sem pensarmos muito nisso, já lá vamos.
Já lá vou... e no entretanto, chegou o Outono!
Oxalá te veja - O´Questrada
Adoro esta musica!
Da ponta do dedo mindinho vai o desaustinado sossego invadindo o corpo inteiro, trazendo-nos novos mundos, sobre olhares e melodias desconhecidas. E num ápice, sem pensarmos muito nisso, já lá vamos.
Já lá vou... e no entretanto, chegou o Outono!
Oxalá te veja - O´Questrada
Adoro esta musica!
Wednesday, September 30, 2009
Vi um filme há uns dias, um DAQUELES filmes. Achei-lhe piada, inclusivamente a esta pequena troca entre as protagonistas.
"Every night I empty my heart, but by morning it's full again
Slow droplets of you sleep in through the night's soft caress
At dawn I overflow with thoughts of us
An aching pleasure that gives me no respite
Love cannot be contained
The neat packaging of desire splits asunder
Spilling crimson through my days
Long, languishing days that are now bruised tender with yearning
Spent searching for a fingerprint, a scent, a breath you left behind".
"Every night I empty my heart, but by morning it's full again
Slow droplets of you sleep in through the night's soft caress
At dawn I overflow with thoughts of us
An aching pleasure that gives me no respite
Love cannot be contained
The neat packaging of desire splits asunder
Spilling crimson through my days
Long, languishing days that are now bruised tender with yearning
Spent searching for a fingerprint, a scent, a breath you left behind".
Thursday, September 17, 2009
Esquina à esquerda

Percebo, em dias como hoje, dias que se estreitam no cansaço perdido nas ruas, que quero a minha vida em movimento e revolução. Ao encontro de muitos e de muitas ideias, sendo mais uma, uma que luta por algo em que acredita. Quero e preciso de ser assim, no mundo, dando de mim e recebendo de outros, nessa troca. Quero perder-me num grito, em uníssono, ou num silêncio fortalecedor e reivindicativo. Não quero fechar os olhos, evitando a revolta que tenho dentro e que existe cá fora. Não quero tão-pouco abri-los à segregação, deixando-me ir. Se vou, vou com convicção! Mesmo que as perguntas e as duvidas me abracem os dias e as horas dos percursos. Vou porque quero ir, porque só assim faz sentido cada passo da caminhada. Nascem-me agora os primeiros [ jovens ] cabelos brancos, quero dar-lhes uso e despir-lhes o significado em cada frase! Quero ser maior! Quero que cada pequeno passo, caminhe para um maior, mais alto, fazendo de cada pormenor, um privilégio, a ser explorado.
Saturday, August 29, 2009
Desafiar-me a mim própria, procurando o encanto do que poderia existir para lá dessas transcrições que me cabem no abraço, camufla o miudinho que fica sempre entre o ir e o ficar, entre a vontade de existir e a necessidade de me construir, tão completamente só, enaltecendo o devaneio de ser apenas sendo.
Por isso assumo que sim, muito me escapa na alçada do braço à linha do tronco e da cabeça. Mas por enquanto, ainda não me saquearam a Utopia.
Monday, August 17, 2009
Sunday, June 14, 2009
Sobre a manhã vou-me pondo nas ideias, calcetadas a meu colo. O mundo dispersa-se gingando à minha frente e eu vou agora, mais lúcida, olhando para ele de outros ângulos. No nosso reencontro, percebo que a estrada já não é a mesma, nem as pernas que me levam nela, nem olhos, sobre onde os ponho, nem tão pouco as mãos, desordenadas e desatentas, desencadeiam o mesmo toque. O desejo do crescimento precipita-se num cigarro que desembolso, novamente, do maço que volta a estar na mala e na garganta, na voz. E vem de arrasto o dinamizar de movimentos, a erupção da música e com ela a paz que desejei noutros momentos. Mas vem, desta vez, em silêncio. E em silêncio, vão desabrochando os mais pequenos instantes de vislumbre futuro. Os pequenos instantes do meu próprio reconhecimento, das minhas escolhas, dos meus caminhos, agora, mascarados no corpo que sou hoje, conclusão do que fui ontem.
O tempo passa.
O tempo sempre passa... e o cabisbaixo da cabeça vai-se erguendo, de vez em quando, dando-me outro alento e mais vontade da gigantesca montanha russa que, portuguesmente, vivo por aqui.
Digo que sim, por fim e respiro fundo. Talvez chore, num mergulho qualquer, sem dar por isso.
A vida vive-se agora e agora, aceito essa condição com a sensação de quem sabe que seguir em frente, de mão dada, é o percurso que mais se coaduna com a felicidade.
O tempo passa.
O tempo sempre passa... e o cabisbaixo da cabeça vai-se erguendo, de vez em quando, dando-me outro alento e mais vontade da gigantesca montanha russa que, portuguesmente, vivo por aqui.
Digo que sim, por fim e respiro fundo. Talvez chore, num mergulho qualquer, sem dar por isso.
A vida vive-se agora e agora, aceito essa condição com a sensação de quem sabe que seguir em frente, de mão dada, é o percurso que mais se coaduna com a felicidade.
Subscribe to:
Comments (Atom)

