Friday, September 12, 2008



Sometimes, it´s all about feeling good with yourself...
... when nothing´s right (even, when nothing´s wrong), when you´re sad, when you´re happy, in every step of the way of finding who you are. When, there´s nothing more to say, "you can dance", everytime, everywhere. The joy of life lives within yourself.




dancing queen - abba

Monday, September 8, 2008

O ano passado, saiu um artigo "muito interessante" na visão, no que respeita à perspectiva da homossexualidade por parte de uma Terapeuta Familiar, Margarida Cordo. Por algum motivo, reencontrei este video muito bem apanhado pelo Bruno Nogueira, e portanto, resolvi partilhá-lo convosco.

Monday, September 1, 2008

Fico, por estes dias, a mirar o tempo, pelo resvalar das cores junto ao rio. Colando com fita-cola os retalhos da memória, como que evitando que os pequenos detalhes encontrados nas ranhuras, se percam, na inevitabilidade do crescimento e amadurecimento humano. Na mesma vontade, por vezes, desaustinada, de seguir em frente, sobra o desejo, miudinho, de ficar mais atrás, à espera, de quando tudo era mais simples, ou mais fácil. [Mesmo não sendo, muitas vezes]
Sim, ainda me assusta, por vezes, a dor de seguir viagem, com (ou sem) rumo, mesmo que por prazer. Ainda espreita, de soslaio, a imagem dessas memórias, que tão veementemente tento guardar para mim.
Como se, por instantes, fosse possível perdê-las, completamente.
Como se, na sua essência, o que me trouxessem pudesse ir embora, de repente.
Como se o tempo pudesse voltar atrás.
Como se eu quisesse
– e não quero.
Por esta altura, sento-me junto da ria formosa, com a brisa marítima que vem no vento e me envolve o corpo, fazendo esvoaçar o cabelo. O cigarro está aceso na mão, assim como os pensamentos que vão entrando em combustão com ele. Por vários momentos que se prenderam num apenas, tudo fez sentido e nada teve sentido algum. Como se pela tranquilidade do lugar, onde a noite já caiu sobre as janelas, escuras agora, os pormenores coubessem, inteiros, na palma da mão, dando-lhes outro significado. A noção, nem sempre clara, de que poucas são as coisas que saem do cinzento, entre o preto e o branco, apesar da tendência para tudo transformar no monocromático, vem transbordando assim o ambiente, quotidiano. Um choque racional, emocional, o que interessa, um choque (Afinal, não tem mal, o que importa, o que não importa?)Qualquer coisa que se vai metamorfisando a si mesma, sem eu dar por isso, ganha corpo. No conjunto em que nos vamos construindo vem um mundo inteiro, até mesmo o medo. E, no final, não aconteceu nada, para além dos constantes paradoxos. Até porque, nesta madrugada, o cigarro acabou, mas apenas o cigarro, nada mais.

26 de Agosto, Santa Luzia

Friday, August 22, 2008

"Excuse me
But I just have to
Explode
Explode this body
Off me
I'll be brand new
Brand new tomorrow
A little bit tired
But brand new"

Pluto - Bjork

Tuesday, August 19, 2008

quem espera, em cascais.

Iam duas mãos (dadas) a passear pela rua.
Traziam os corpos de rojo, como corrente eléctrica.
Os rostos, inexpressivos, eram quase estáticos no movimento, mas as pálpebras caíam e voltavam a abrir, mecanicamente. Os corpos eram iguais, pelas ruas. Um escuro, outro mais claro. Os dedos pareciam vincar a pele, numa espécie de fusão, ou de perda de identidade, não sei. O passo ia lento, mole, arrastado...e ao mesmo tempo certo, sincronizado.
Pararam na estação.
As mãos continuaram dadas, e continuavam a ser só mãos, mas desta vez sobre a pedra do banco cinzento.
Continuou o silêncio.
Continuaram a cair sobre si mesmos, as mãos que passeavam na rua, mais as pálpebras e a rotina que se manifestava no vácuo. Duas pessoas que não libertavam calor, só electricidade, "de estufa".
Chegou o comboio.
Chegaram as pessoas.
Chegou um olhar que quebrou a corrente. As mãos largaram-se, por instantes, e do vazio ouviram-se os olhos, as mãos, o corpo e a boca a gritar ao mesmo tempo: "Vai-te foder!".

the end.

Sunday, August 3, 2008

Fazia-se sentir um eco estranho.
Copos que se partiam sem fazer barulho, pessoas que se moviam sem dizer nada, e nas paredes, um vazio esquisito que lhes pintava a cor, que surgia em cada momento das pequenas trocas, na vida, em de-redor.
Na rua um abraço, algumas conversas mais de dentro, outras mais para fora. Um amigo que já não via há muito, outros que vieram de longe, novos. Na rua um beijo, e outro, e mais um porque se dão dois na despedida. Na rua, um sorriso e uma gargalhada surgida de um instante verdadeiro. Um parapeito de vivências. Na rua a vontade e alguma preguiça de ir embora. Na rua uma rotina, um fim e um começo.
Na rua. Um livro. Abro-o para lhe sentir o gosto, em cada página, quando me debruço sobre ele, chegada depois a casa. Em cada letra um dislimite de equações, direcções e enquadramentos, como se em todos os poros coubessem mundos e em cada um se dilatassem todos os outros, ao mesmo tempo. Porque a literatura se dispersa em nós e nos transforma. Porque, como me disseram, escrever “prescreve” os males, os anseios, as frustrações e até a alegria de momentos.
Porque, por vezes, pequenos momentos, algumas horas, alguns minutos, valem-se por dias inteiros, bastam para engrandecer dias e mantê-los vivos. Mas outras vezes, não. Porque um dia são 24 horas, e o tempo é uma vida inteira.
Porque se sou a maior constante, que me baste, que não me baste...mas que me baste.
Porque (um) a palavra, que não diz nada (ou não é nada), as vezes tem de ser tudo.
Mesmo com revolta.
Mesmo contragosto, porque há "gostar".
Portanto, vou para baixo e vou bastar-me, na rua e em casa e em qualquer outro lugar.
Há que tentar.
E conseguir, eventualmente.

Friday, July 18, 2008

. . .Tempo para me distrair com o tempo!


“Some of us think holding on makes us strong; but sometimes it is letting go”.
Herman Hesse