Tuesday, December 23, 2008

Gostava de escrever sobre tantas coisas, mas compreende que não é tão básico e que às vezes dói, quando o faço. Gostava de saber dizer sempre tudo o que há a dizer, tudo o que não devia ficar nos intervalos entre o ir e vir; de fazer caber todos os inícios, todos os fins de cada frase, ou palavra; gostava de não ter receio do que reflectem de mim, do que reflectem para mim; gostava de dizer só o que digo, entendes? Cada vez tenho menos palavras e cada vez tenho mais para dizer. Quero poder não me arrepender depois de dizer o que sinto, ou depois de não o dizer. Quero saber transmitir exactamente o que é, sem nenhum pedaço do que não é, um pouco mais de transparência, as vezes, um pouco mais de opacidade, outras. E mais do que escrever, quero poder/saber dizer do que se trata, quando se trata, quero poder ser. O casulo que se prende entre a língua e os dentes, não desvanece. Continuam as metáforas, a hipérbole e o traço histérico a camuflar muito do que é verdadeiro. Um dia acabam…
Mas hoje não é o dia, talvez amanhã…
Hoje há controlo e ideias por organizar, por favor!

Monday, December 8, 2008

06 de Dezembro de 2008






Bem, nem sei bem como agradecer-vos a todos, por terem tornado este dia tão especial. Cada um, da sua maneira. Mais do que o Jazz, o teatro, videos e etc, aquilo que fez desta festa, uma grande festa, foram todos vocês, familia e amigos. Acredito nunca ter sentido tanta alegria por tê-los todos juntos, finalmente. Todas aquelas pessoas que são fundamentais na minha vida, todos que a tornam especial e que a fazem valer a pena. Confesso que não pensei que fosse decorrer da maneira que correu, mas ainda bem que assim foi, ainda bem que houve espaço para rir, chorar, dançar, cantar (oh meu deus, isso nao gostei muito!!!! lol), com uma grande naturalidade. Que pequenos e "graudos" se juntaram, trocaram ideias, partilharam momentos engraçados e outros mais sérios. Foi um optimo dia junto de vocês todos. E porque já me estou a perder nas palavras, porque realmente elas não cabem, ficam aqui alguns dos momentos...
































Gosto muito de vocês!!!!!!



Obrigada por me fazerem sentir que posso contar sempre convosco e por todas as palavras de força e apoio! =)

Ps: Um agradecimento especial à sandra, por ter trocado de sapatos comigo! =DD

Tuesday, November 25, 2008

Falar
Gritar
Rir
Chorar
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you owe me nothing
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Falar a Gritar
Rir a Chorar
Falar a gritar, a rir e a chorar
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Sunday, November 16, 2008

Um brinde...

"Aos amigos da noite!
Aos que nos beijam dizendo o quão fantásticos e importantes somos nas suas vidas, mas que, quando o efeito do ecstasy passa, atacam-nos insultando e criticando cobardemente pelas costas!
Aos amigos sempre presentes quando temos droga para oferecer e copos para pagar, acabando por desaparecer quando estamos tristes, vulneráveis e a precisar de desabafar com alguém.
Aos seres flamejantes que conhecemos numa noite em que a cocaína e o álcool nos fazem sentir que eles são os melhores amigos do mundo, mas que na noite seguinte, sóbrios, nem sequer reconhecemos.
Ao sexo! Vazio, prático e desprovido de sentido!
Aos amantes de uma noite, de meras horas, aqueles cujos nomes não recordamos ao acordar...
Aos rostos jovens, alegres e vazios, e aos magníficos corpos sem essência nem alma!
Ás estrelas, afinal, são a única coisa em que podemos confiar numa madrugada escura!
Ás drogas e ao álcool, por nos fazerem viver num mundo mais belo!
Um brinde à noite, ao cintilar das luzes, ao fútil, à falsidade e à hipocrisia. "







O pior sentimento de todos, é o vazio...

Thursday, November 13, 2008

Alguns minutos passados em Barcelona... (2007)

[Saudades] Por estes dias revive-se as afinidades que confirmámos por lá e mantemos juntas actualmente... Sabe bem!

... e porque o desespero faz parte do momento, fica uma conversa muitissimo sã, passada na biblioteca Ispiana...


Satya work work work diz:
o orientador nao lhe diz nada e ela ta parada, coitada.
Carolina diz:
q cena! os orientadores são do pior.. têm a nossa vida, o nosso dinheiro e o nosso tempo nas mãos deles... e são capazes de fazer isto! realmente!
Carolina diz:
onde é q está a culpa!? cambada de psicoticos!!!
Satya work work work diz:
lol. Realmente!!!!
Satya work work work diz:
começo a perceber que nao ha um unico neuroticozito k entre aki inocentemente, que mais tarde nao saia daki com algum traço psicotico
Carolina diz:
só nós é q nos safamos...
Satya work work work diz:
ou em ultima instancia... louco mesmo!!
Satya work work work diz:
lolol
Satya work work work diz:
olha que ja tive mais certa disso
Carolina diz:
lolol
Satya work work work diz:
alias, o facto de estares mesmo ao meu lado e estarmos a falar na internet
Satya work work work diz:
ja é sinal de k kkcoisa nao ta bem!
Carolina diz:
claramente! lol

Conclusão: O ispa dá cabo de qualquer um!!

Saturday, November 1, 2008

Quando era mais nova, tinha o hábito de fazer pastas para guardar todas as recordações de cada viagem... Guarda, Santiago, Salamanca, Túnisia, etc. Sabia-me bem rever tudo o que passei em cada guardanapo, cartão de restaurante, panfleto, mapa, bilhete de museu ou espectáculo, fotografia e até sabonetes dos hotéis. Como era tonta com essas coisas. Hoje, enquanto arrumava o quarto, encontrei algumas dessas pastas, perdidas numa gaveta cheia de outras porcarias, como se tudo aquilo não valesse nada. Sorri e dei algumas gargalhadas. Não sei se fiquei contente, se somente triste, por ter perdido alguma dessa vontade de agarrar as coisas simples. Mas ao mesmo tempo reconheci que nada pode ficar igual, nem imutável, com a passagem do tempo. Seja como for, há momentos, que mesmo sabendo que não os vamos poder viver novamente da mesma forma, podemos recordar e guardar com carinho. Com isto, numa dessas gavetas intemporais, encontrei o resumo de um conto, escrito, algures por Santiago de Compostela. Procurei melhor na gaveta, e encontrei o conto inteiro. E porque este blog é também uma pequena caixa de recordações, que partilho convosco, meus amigos, resolvi escrever aqui então, o que dizia esse resumo!

Contraste, de nós (é como se chama o conto)

O mundo cerca-nos de emoções e situações novas, todos os dias, a todo o instante. Estas, por sua vez, diferem entre si, sobretudo na importância que lhes atribuímos e nas marcas que nos deixam, ao longo do tempo. Este conto retracta, por isso mesmo, o relevo dessas marcas, através da história de um encontro breve, entre duas pessoas, antagónicas entre si e na significância dada ao momento da sua união, bem como na forma como ela influenciará o resto das suas vidas. Contraste, de nós, é portanto uma narrativa sobre o amor e a solidão de um encontro, reflectido numa concomitância de sensações e limitações do seu posterior desencontro.
Trata-se de uma reflexão a duas vozes, sobre o vácuo das ausências e a forma de como essas lacunas podem ecoar de forma completamente diferente, entre duas pessoas, que sendo estranhas uma para a outra, se procuram, desesperadamente.
Melhor do que partir, é ter para onde ou a quem voltar...

Na foto, Ana Diegues e Custódio Nunes. Só porque achei que cabia no conto, assim como no blog.

Tuesday, October 28, 2008




Quero prateleiras de Jazz na minha vida.
Quero esquiços de paisagem construída à mão, como antigamente. Apetece-me as cartas, as fotografias que guardam o mistério no rolo e numa sala escura. Quero entornar o café feito em casa, ao em vez de esvaziar os copos meio-cheios da noite. Apetece-me um casaco quente e algum vento que vem do rio, nos cantinhos que se vão fazendo só nossos. Dias com quadros, livros, musica e palavras embebidas ao som das vozes tranquilas, embalando conversas de horas. Braços que abraçam. Um filme. A casa só para mim. Um pouco de elitismo e amigos que são mesmo amigos. Partilhar passagens sublinhadas nos livros ou poemas gravados na memória. Sintonia. Momentos outonais numa caneca de chocolate quente ou capuccino caseiro. Um cigarro. Acordar e a sensação de paz. Como disse uma pessoa da minha vida, viver com “uma sensibilidade, uma melancolia e uma sentimentalidade” agradável. Quero dias assim. Em comunhão. E repito, quero prateleiras de jazz no meio de tudo isso, como se amanhã fosse para sempre só amanhã.
Até porque como dizia o Alexandre, deixando hipocrisias de lado ... que se foda!