Wednesday, October 22, 2008

Chegou, então, o Outono...

Monday, October 13, 2008

"Será que o ser humano só está completo com o Outro?
Estaremos então “condenados” à incessante busca da nossa metade?
O outro pode ser o companheiro, o namorado, mas também o amigo ou até o filho... embora a maioria de nós anseie por uma partilha a dois.
Talvez a existência humana, originária de uma díade, perpetue este mesmo modelo... Assim, existir, será sinónimo de sentir, de amar e ser amado, não apenas numa relação de casal, mas também noutras formas de amor. Algumas pessoas têm medo de amar, da entrega, da “pertença” a alguém, talvez receiem o sofrimento, a perda... já que, quando enveredamos pela temível aventura de amar e ser amado, temos que estar igualmente disponíveis para conviver com a nossa vulnerabilidade...
A par do Sentir, está a linguagem dos afectos - atitudes que pautam o nosso comportamento, que implicam a explicitação da nossa vivência interior, subjectiva e única.

Je t’aime je t´adore Te quiero tanto

Palavras presentes nas canções, nos poemas, mas muitas vezes, ausentes da nossa realidade. Porque não queremos, porque achamos que os outros, de forma quase mágica, vão deduzir o que nos vai na alma, pois se tudo fazemos para o ocultar... "

António Coimbra de Matos
in "Existo porque fui Amado"
Tudo pode ser visto de várias perspectivas.
Agrada-me a maneira de pensar deste senhor, assim como a sua forma de olhar para a vida.

Thursday, October 2, 2008

Aquilo que se passa é ...

Reclamações, só pessoalmente! Obrigada ;p

Monday, September 29, 2008

Há uma viragem em cada ponto, instante, segundo...
E em cada concomitante sobrevivência, uma apoteose, desnorteada no ar… Bloqueio. Atitude. Novamente um espaço que vai ficando, algures, entre os sentidos e um palpitar estranho, no tempo que preenche o lugar. Encolhem-se então os ombros e vestem-se os pés, pelas ruas e pelo soalho do quarto e da sala de estar, as vezes vontade, noutras, somente cansaço - mas um cansaço estreito que se encaixa, quase, em coisa nenhuma. Desliza por um motivo perdido nas horas que passam e num mundo inteiro a fazer. Há nele um fuso que enrosca no horário que temos dentro, suspenso ao que se vive fora. Pé ante pé vai-se fazendo então a estrada. Mão sobre mão vamo-nos fazendo também a nós. E depois, vem um amanhã e um até logo, porque é no A, entre o Amor e o Adeus que está a dor e o arrepio, assim como, provavelmente, a nossa maior contenda.
Numa noite de Outono

Friday, September 12, 2008



Sometimes, it´s all about feeling good with yourself...
... when nothing´s right (even, when nothing´s wrong), when you´re sad, when you´re happy, in every step of the way of finding who you are. When, there´s nothing more to say, "you can dance", everytime, everywhere. The joy of life lives within yourself.




dancing queen - abba

Monday, September 8, 2008

O ano passado, saiu um artigo "muito interessante" na visão, no que respeita à perspectiva da homossexualidade por parte de uma Terapeuta Familiar, Margarida Cordo. Por algum motivo, reencontrei este video muito bem apanhado pelo Bruno Nogueira, e portanto, resolvi partilhá-lo convosco.

Monday, September 1, 2008

Fico, por estes dias, a mirar o tempo, pelo resvalar das cores junto ao rio. Colando com fita-cola os retalhos da memória, como que evitando que os pequenos detalhes encontrados nas ranhuras, se percam, na inevitabilidade do crescimento e amadurecimento humano. Na mesma vontade, por vezes, desaustinada, de seguir em frente, sobra o desejo, miudinho, de ficar mais atrás, à espera, de quando tudo era mais simples, ou mais fácil. [Mesmo não sendo, muitas vezes]
Sim, ainda me assusta, por vezes, a dor de seguir viagem, com (ou sem) rumo, mesmo que por prazer. Ainda espreita, de soslaio, a imagem dessas memórias, que tão veementemente tento guardar para mim.
Como se, por instantes, fosse possível perdê-las, completamente.
Como se, na sua essência, o que me trouxessem pudesse ir embora, de repente.
Como se o tempo pudesse voltar atrás.
Como se eu quisesse
– e não quero.
Por esta altura, sento-me junto da ria formosa, com a brisa marítima que vem no vento e me envolve o corpo, fazendo esvoaçar o cabelo. O cigarro está aceso na mão, assim como os pensamentos que vão entrando em combustão com ele. Por vários momentos que se prenderam num apenas, tudo fez sentido e nada teve sentido algum. Como se pela tranquilidade do lugar, onde a noite já caiu sobre as janelas, escuras agora, os pormenores coubessem, inteiros, na palma da mão, dando-lhes outro significado. A noção, nem sempre clara, de que poucas são as coisas que saem do cinzento, entre o preto e o branco, apesar da tendência para tudo transformar no monocromático, vem transbordando assim o ambiente, quotidiano. Um choque racional, emocional, o que interessa, um choque (Afinal, não tem mal, o que importa, o que não importa?)Qualquer coisa que se vai metamorfisando a si mesma, sem eu dar por isso, ganha corpo. No conjunto em que nos vamos construindo vem um mundo inteiro, até mesmo o medo. E, no final, não aconteceu nada, para além dos constantes paradoxos. Até porque, nesta madrugada, o cigarro acabou, mas apenas o cigarro, nada mais.

26 de Agosto, Santa Luzia