Tuesday, April 3, 2007

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Soltar as amarras.
Deixar que as pegadas se desprendam dos pés e sigam sozinhas os seus caminhos, ousar para que se prolonguem além das pernas e da visão, dos seus ângulos mortos.
Abraçar esse abraço num só acto falhado, sem retorno e sem retrocesso.
Caber num simpósio imaginativo, construtivo e abstracto, na concomitância de sabores e paladares que têm para ofertar ou auferir.
Jogar as mãos para fora da janela e permitir que o corpo inteiro se entregue ao movimento uníssono desse desejo, tolerando que se liberte e que tenha vontade própria. Deixar que se parta, que tenha medo. Deixar que viva.
Encolher as palavras num momento, ouvi-lo baixinho, fotografá-lo, guardá-lo na memória ou debaixo da almofada. Aprender a amá-lo, assim, distante, pequeno, do seu tamanho.
Conseguir relativizar e desligar o botão certo. Criar um botão certo.
Saber do trilho e ir.
Utopia. A minha.

Friday, March 30, 2007

Para vocês três, hoje…
Para vocês sempre!
Um brinde a “tudo o que vai cá dentro”.
Pelos abraços, pelos beijinhos, pelos sorrisos, pelos olhares, pelas conversas e pelos silêncios, quase telepáticos, que já conseguimos trocar.
Pelas angústias que não dissolvemos nunca mas que acalmamos sempre.
Pelas musicas do mundo [e de fora dele].
Pelo Jobim, que aquece as noites, os nossos momentos e que cabe tão bem no teu jogo de cintura, Amelie, que sai tão bem pela boca, na tua voz.
Por ti pequena, que dizem dos blocos, porque confias em mim, porque sentes de forma tão bonita, porque sentes, ponto. Rasga as pré-ocupações, joga-as fora, são só vento, hoje, tu sabes.
E à tua energia e espontaneidade, Inês, por seres genuína, por tornares tudo tão simples, mesmo quando não é. Por fazeres da vida algo tão delicioso e apetecível.
Absolutamente, depois do chocolate, os amigos foram a melhor coisa que se inventou. [sorriso]
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Chega de Saudade
Tom Jobim
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"Vai minha tristeza e diz a ela
que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece, que ela regresse,
Porque eu não posso mais sofrer.
Chega de saudade, a realidade é que
Sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia que não sai de mim,
Não sai de mim, não sai.
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Mas se ela voltar, se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca,
Dentro dos meus braços,
Os abraços hão de ser, milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim..."

Wednesday, March 28, 2007

Is it there, for any chance, a mind converter?
That’s what I thought, once in between, always in between.
Replacing night for day and day for night.
Replacing, period.
Still trying not to make any sense, so I can have it all.

Tuesday, March 27, 2007

Sei lá.
Diz que é do fígado…ou então talvez seja do estômago.
O nó é na barriga, de qualquer forma.
Amanhã vou aviar-me de tempo, na farmácia, para que o desate. Com grande ou pouca perícia, não deve ser difícil, ainda não está muito apertado, mesmo que já doa, um bocadinho, mesmo que já faça força, mesmo até que já puxe para baixo.
A minha mãe sempre me disse que doía, no começo, mas depois… já passou.
(sorriso)
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- Pimba!!

Saturday, March 24, 2007

Diamante de Sangue

A melhor oferta, do sensacionalismo que a maioria dos filmes Americanos nos oferece, é este sentimento trémulo, por dentro, o nó na garganta. Mesmo quando é uma merda, quando não vale nada, parece que chocalha qualquer coisa, abana, puxa para fora, grita por mais, quer mais, faz por mais, por ser mais, mesmo que apenas por uns instantes, mesmo até que no fundo não se faça nada, nem se diga nada, nem se chore nada. De algum modo, mesmo assim, faz-nos crescer ligeiramente no altruísmo e um pouco mais no egoísmo em simultâneo. Emocionamo-nos com a música e com a força dos actores, desiludimo-nos com o desperdício de uma grande história, de ficção, e revoltamo-nos com a verdade que está por detrás dela.
E só de pensar que todas as historias que vemos, que se fazem transparência nas imagens e nas vidas que lemos e ouvimos, bem como em todas aquelas que tão-pouco conhecemos, supomos existir ou sequer conseguimos imaginar, batem na porta do lado, no país do lado, no continente do lado, algures…neste mundo fora, agora, ontem ou amanhã, só de pensar que tudo o que é real engole qualquer palavra ou qualquer bom papel, arrepia-me pela espinha e pelos cabelos, pela emoção, pela raiva, pela enormidade e bestialidade do ser humano.
Tudo isso fervilha nos momentos finais, durante a legendagem que conclui a longa-metragem, absorvida pela melhor melodia da banda sonora, tudo isso salta pelos olhos e pelos sorrisos ligeiros que se trocam quando não se tem nada a dizer, quando não se sabe dizer nada, quando não se entende nada, não se compreende, quando nos esquecemos que é verdade e nos lembramos que gostávamos de estar com alguém nesse instante, como se uma katana estivesse à nossa espera lá fora. Como se não estivesse mesmo. Quando nos lembramos do carpe diem ao nos tremerem os dedos a escrever uma mensagem que não enviamos, mas que relemos vezes sem conta a pensar se será adequada, quando a apagamos, quando logo em seguida nos damos conta que o filme, que surtiu efeito, não surtiu efeito nenhum, e que o que nos lembramos de fazer e de dizer, o que nos permitimos sentir, já não faz sentido algum, porque ninguém nos olha para dentro, quando estamos de fora, e porque feliz ou infelizmente a telepatia continua a ser só uma miragem, um poema e uma letra de canção. Quando o carpe diem fica para outro dia, que amanhã o sol também renasce, até porque na verdade, nunca morreu.

“Diamante de sangue” então, não sei se vale o dinheiro – até porque o vi em casa – mas vale pelo menos pelo que nos faz lembrar, mesmo que seja para depois esquecer. A vida segue lá fora, em todo o lado e é sempre tão diferente, mas tão igual, que nos faz a todos irmãos e estranhos ao mesmo tempo.
Vamos sair de casa de uma vez! Ou então, entremos todos, e aprendamos a dar aquele abraço, que realmente, “aproxima os corações”.

Thursday, March 22, 2007

[Sem Metáforas]

És Tu!
E tu sabes. Não sentes?
De tão óbvio que parece [e que é] quase que toca, quase que agarra, rasga.
Da próxima vez, desdobro-me e rompo o casulo, para que fale a boca e não as mãos.

Sim, Tu!
Tira os headphones dos ouvidos, põe os óculos. Escuta, lê e vê!
Qual é a dúvida?
Mesmo que a ti não afecte, a mim já faz cócegas.

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“Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.) (…)”
Ricardo Reis

Wednesday, March 21, 2007

Calvin & Hobbes

Algumas tiras...

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